A Nossa História

Da caracterização à construção da matriz identitária do Agrupamento de Escolas Miguel Torga

 

Em 1986, por imperativo da crescente população escolar, é criada, em Bragança, a 3.ª escola secundária com 3º ciclo do ensino básico – a futura Escola Secundária de Miguel Torga, inaugurada em 19 de março de 1987.

Instalada na zona histórica da cidade, em poucos anos, afirma a sua centralidade no meio educativo, em comunhão com a grandeza da monumentalidade próxima que, conjuntamente com a escolha do Patrono, parece ter sido inspiradora no que respeita à construção da sua própria história.

O vigor da alternativa que foi capaz de edificar consolidou-se ao ponto de se tornar uma escola de referência para a comunidade local.

A Escola Miguel Torga aprimorou a sua dinâmica estratégica na rutura paradigmática proclamada nos anos 80, quer ao nível dos modelos de ensino e aprendizagem, quer na dimensão social e cultural.

No início da década de 90, a Escola Miguel Torga já havia conquistado um lugar de destaque pela via da proximidade relacional, pela humanidade na ação que desenvolvia, pela competência e cooperação dos seus recursos humanos, pelas práticas inovadoras em articulação com uma multiplicidade de projetos distintos, pela inovação tecnológica e pela capacidade inclusiva.

Acolhedora de uma população escolar heterogénea – alunos oriundos de agregados familiares letrados, de classe média-alta e outros pertencentes a meios socioecónomicos desfavorecidos –, a escola prosseguia uma estratégia de sucesso para todos, através da atenção aturada à diferença, da ação solidária e colaborativa, do diálogo com as famílias e restantes membros da comunidade e da mobilização de vontades e meios através de protocolos e parcerias estratégicas.

Nesta base, foi perspetivado, desde cedo, o crescimento da instituição, desígnio que se consolidou na recente constituição do Agrupamento de Escolas Miguel Torga (AEMT).

A constituição do AEMT e a consequente oferta e articulação de todos os níveis de ensino, desde o Pré-Escolar ao final do Secundário, e o acompanhamento, apoio e educação dos alunos, desde a “nascença” à entrada na vida ativa ou no ensino superior, configura a concretização de uma ideia mobilizadora e o passo definitivo para a assunção integral da função educativa ao serviço da total inclusão e da abertura a todos.

A criação do AEMT, prevista na Carta Educativa do Concelho de Bragança, deveu-se a uma decisão conjunta da Câmara Municipal de Bragança e da DREN que, associando a Escola Secundária Miguel Torga à EB de Quintanilha, ao JI de Gimonde e ao Centro Escolar de Santa Maria, deu luz verde a um projeto globalizante e integrador que veio permitir:

 

  1. Um percurso escolar integrado nas diversas modalidades de ensino (o pré-escolar, os três ciclos do ensino básico e o ensino secundário), e também um percurso educativo com continuidade de projetos e atividades de enriquecimento curricular, do ensino experimental e das novas tecnologias;

  2. Uma transição harmoniosa e devidamente acompanhada entre níveis e ciclos de ensino, uma relação próxima entre o agrupamento e as famílias num espaço temporal mais alargado;

  3. A articulação curricular entre os níveis e ciclos educativos, tendo como base um projeto educativo comum e uma gestão partilhada focados no sucesso escolar e educativo;

  4. A união de duas escolas construídas em terrenos confinantes e com acesso interno que possibilita, por um lado, a partilha da cantina, ginásio e espaços de recreio e, por outro, do pessoal docente e não docente;

  5. O reforço da prevenção e da luta contra a exclusão social e escolar, através de protocolos já existentes e outros que apoiem os alunos das famílias mais carenciadas;

  6. O aumento da segurança dos alunos e das instalações com uma gestão articulada da vigilância;

  7. A maior dinamização da zona histórica potenciando o desenvolvimento harmonioso da cidade;

 

Com a existência de um ano apenas, o AEMT, constituído pela Escola Básica e Secundária Miguel Torga, a Escola Básica de Santa Maria, a Escola Básica de Quintanilha e o Jardim de Infância de Gimonde, assimilou as características que constituem a matriz identitária original – uma instituição marcadamente humanista, onde se destaca a capacidade inclusiva, a valorização pessoal, a atenção solidária, o respeito pela singularidade individual, o espírito de partilha, a responsabilidade coletiva e a mobilização contínua tendo em vista o sucesso da sua comunidade.


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